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Blog da dona Julha

Não perca: “Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói, com a exposição ¡Mirabolante Miró!.
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Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 20/04/2006
Admirável Mundo Novo às sete da manhã de segunda-feira Experiências matinais inéditas e um final (quase) trágico!
 1933 - Mande embora o bocejo e o sono
Arranhei o carro na pilastra da garagem. Derrubei o cone no estacionamento da faculdade. "Nada de manobras radicais a essa hora da manhã, é melhor deixar torto assim mesmo", disse ao funcionário quando me pediu para manobrar de novo. Os incidentes se passaram antes das sete quando meu cérebro ainda está rateando. Também derrubei café quente em mim mesma. Afinal, às 6:55 não se pode esperar nada mais complexo que abrir os olhos. Minha cabeça funciona melhor à noite. Sou aquela que na volta da rave avista velhinhos praticando esportes e pensa: "Um dia quero ser assim, levar uma vida saudável". No fundo, sei que nem quando for aposentada sexagenária isso irá acontecer.
Vou ficar no Bingo (argth...) até altas horas, ver todos os DVDs que não tive tempo e fazer bagunça com meus netos. Se eles ligarem para mim, lógico. Acho que vão ligar sim. Porque vou ser uma vovó da "pavirada" (olha essa expressão cheia de teias!). E lógico, incomodar as mesas e os vizinhos durante a madrugada gralhando com as amigas sexagenárias da vida toda. Lembrar dos tempos da faculdade com um vinho tinto chiquérrimo ou uma cerva gelada mesmo. Tenho insônia, gosto de escrever, ler e muitos outros verbos à noite. Mas ao adentrar - de penetra - no Admirável Mundo Novo de quem acorda cedo, fiz algumas constatações. Descobri que existe vida inteligente e amável antes de nove da manhã. Já tinha tentado fazer ioga (ou iôga...êita, frescura!) na turma de sete da matina. A junção da meia-luz lilás, insenso de cravo e tambores indianos fazia com que tivesse semi- alucinações com a estátua dourada de elefante de oito (ou eram doze?) pernas. Desconfiei até que era sonâmbula. Voltava para casa e dormia. Ao acordar achava que tudo não passava de um sonho. Quando chegou o boleto de pagamento no final do mês, vi que era real. "ouuuuuuuum" - que mensalidade cara! Entorpecida de sono e com baixíssima taxa de glicose, lembro vagamente de quando fiz o último semestre de inglês na Cultura. Depois de tantos anos, tanta "embromassion" no oral test, merecia um diploma, nem que fosse de honra ao mérito! Dessa experiência, só flashbacks desconexos. O canudo está empoeirado na gaveta. Como diria Falcão, do Rappa, “Valeu a pena!”. Meu inglês é fluente. Carimbado, assinado e com credibilidade de autoridades inglesas de ensino. Ainda bem! Essa é minha última lembrança de atividade intelectual matinal. Nessa nova incursão, algumas cenas me chocaram. Como pode alguém escutar techno music dentro do carro antes das sete? Como podem casais se beijar antes das oito? Quem acorda muito cedo tem uma palidez bege esverdeada peculiar e uma olheira fashion que combina com moletom cinza-claro capaz de deixar qualquer mulher baranga. "Café duplo, por favor". A atendente do Coffee Shop, ponto tradicional pós-almoço, me surpreendeu. Minha amiga estressada dizia que nunca tinha visto uma mortal demorar tanto para servir um simples café. Eu dizia: "calma... ela está trabalhando desde sete. Deve estar exausta!" Conclusão: ela também é lerda às sete da manhã. E ainda é simpática e sorri! Soltei um falso "obrigada, querida!" - Aliás, "querida" é péssimo. Não sei se é pior que amor, mas com certeza é melhor que nem e colega. Outra descoberta: a disputada sala de computadores é totalmente vazia. O paraíso ou o inferno, depende do ponto de vista. Com quatro horas de sono, ar-condicionado na última potência e um silêncio desesperador quase tive alucinações (de novo!). “SILÊNCIO, COLABORE! NÃO FUME, NÃO CONSUMA ALIMENTOS OU BEBIDAS, OCUPE APENAS O LUGAR QUE LHE FOI DESIGNADO", dizia a placa em vermelho na minha frente.
"Lhe-foi"? Só pode estar de sacanagem com a minha cara! Eu, com o celular ligado - mesmo sabendo que ninguém ia me ligar - a garrafa de Minalba ao lado e ocupando quase três lugares - fiquei inibida em socializar com o nerd do lado, mas não resisti. Não foi um papo informal, foi uma pedido de socorro. Lógico que não lembrei de nenhuma senha, quanto mais o código verificador, letra correspondente e blá, blá, blá. O nerd estava de bom-humor e foi solícito. Me senti mais rabugenta. Era a segunda pessoa que sorria pra mim no intervelo de meia-hora.
 1896 - "Cura a dor de cabeça e alivia a exaustão" Mesmo com sua ajuda, não conseguia ligar o computador que resistia em acordar tão cedo para trabalhar. Estava na sala 21 no computador 10. Fui pedir ajuda na recepção. "Olha estou na sala 01, computador 21, disse. Acho que tá quebrado”. Depois de conseguir verbalizar corretamente aonde estava, num misto de impaciência e simpatia, o atendente se assustou com minha amnésia-matinal. Eu disse: "bom, também a essa hora.... me confundi toda." Ele não esboçou nenhuma reação, até porque Wallace Junior deve ter acordado as quatro horas da madrugada, ter pego kombi, barca e um ônibus lotado no mínimo.
Estou feliz, esse é meu primeiro texto elaborado antes das dez da manhã. Eventuais erros de concordância e outros assassinatos gramaticais me perdoem. Afinal, o esforço maior está em permanecer de olhos abertos. Vou buscar outro café duplo.
 Obrigada Sergey Brin e Larry Page, os nerd-gênios do Google por salvarem minha segunda-feira!
obs: Quero deixar clara minha gratidão latente pelo Seu Google e sua digníssima família. Se não fosse pelo Gmail tinha perdido esse texto que você acabou de ler. Tudo isso porque minha "sessão de duas na sala de computadores expirou" e tudo se apagou "do nada".
Quem mandou não ler as "normas de funcionamento?" Argh... alguém lê isso? Quem escreve no Gmail, está salvo de computadores com vida própria que querem te sacanear. O Gmail salva, de forma automática em "rascunhos" até sua última letra - sem exageros! - e agora tem até corretor ortográfico. Escrever texto em Word é coisa do passado.
obs2:Declaro que não recebi jabá do Google, passagens áreas gratuitas, nem sequer uma caneta e boné inútil. A assessora de imprensa do Google Brasil também não é minha melhor amiga. Grata. Propagandas da Coca-Cola de todas as décadas? Clique: http://jipemania.com/coke/ > > />
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 19/04/2006
Água com açúcar em dia de sol Heresias de um feriado
Sexta de sol. Era para ser mais um feriado torrando na praia, mas a ressaca da quinta com cara de sexta não deixou. Acordei com a cabeça doendo e abri a janela. Rezei por um céu nublado para não ficar (mais) mau-humorada. Fui egoísta, me desculpem. O céu estava azul. Azulzinho de doer. Tão azul quanto a parede azul turquesa do meu quarto. Aumentei o ar, busquei um Cefaliv (uma aspirina turbinada) e voltei a dormir. Ah, nessas horas é melhor desligar o celular. Já passava de duas da tarde. Calor, muito calor. Tinha para assistir o DVD que sobrou da promoção "leve três e pague dois". Ele era grátis até terça. Já era sexta com cara de sábado e nada. Ia pagar caro pelo brinde de grego. O superlançamento gold que me aguardava era De repente é amor. O alemão Edukators e Hotel Ruanda eram "barra pesada demais", segundo o dono da locadora. Que nada! Magníficos. Assisti aos dois numa tacada só. Na madruga. Depois de uma overdose de realidade com direito a anarquia revolucionária contra o capitalismo selvagem e genocídios na áfrica, De repente é amor ficou na prateleira. Esquecido. Se já é triste assistir a um DVD num dia de sol, mas triste é perder seu (precioso) tempo com uma comédia romântica água com açúcar. Não me senti culpada em alugar um DVD tão descartável quanto copo de plástico em festa de criança. Afinal, só levei por culpa do dono da locadora. Era o terceiro grátis para "aliviar" os dois “filmes-cabeça”. No fim da tarde encararei o filminho. Fiquei surpresa. Ashton Kutcher é mestre em comédias-babacas (Recém-casados e A Filha do Chefe), mas também protagonizou o imperdível Efeito Borboleta. O namorado de Demi Moore faz uma dupla cool com exótica Amanda Peeté (que está em Syriana). “Coincidência ou destino” podia ser o subtítulo do filme. Filosofia de botequim à parte, vou parar a resenha por aqui que está ficando muito clichê. (Alias, eu não terminei de assistir o filme... mas não foi por livre e espontânea vontade!) Quando já tinha esquecido do céu azul lá fora e da praia cheia de amigos, o filme trava no equivalente a dois terços do DVD. Ai que ódio. Olha, se eu não tivesse voltado para a ioga, tinha jogado um aparelho gradiente pela janela e estragado o feriado de mais alguém. Fui devolver De repente é amor com “ódio no coração”. Encarei todos voltando da praia, de óculos escuros com aquela previsível cara de ressaca. Queria resolver o problema (leia-se, não pagar pela locação) logo. Eu entrei e disse para o recepcionista com cara de mau-humor: "olha, travou no capítulo 8" e descrevi com exatidão a cena para dar uma certa credibilidade. Ele testa e só dá uma tremida básica e volta ao normal. Aí, o moleque solta a pérola para quem estava lutando a quase uma hora com um aparelho velho: "é muito legal esse filme, que pena. Quer ver aqui?". Putz, o que eu ia fazer? Se já achava a situação feriado-sol/DVD deprimente, o que dizer da situação feriado-sol/vendo um DVD dentro de uma videolocadora gélida? "Depois resolvo com o dono", disse para finalizar a cena. 
O termômetro da rua marca 39º, mas calor é relativo, vocês sabem. Quando se está voltando da praia depois de aplaudir o pôr-do-sol no posto nove, até ônibus sem ar fica fresquinho. Mas tinha lido no jornal que o mar além de sujo, estava bravo e até com cadáver de sueco. Irritada, voltando para casa, me senti uma dondoca paulista dessas que cometem a heresia de dizer "a praia é ótima, o único problema é a areia". Pensei hipocritamente "que bom que eu não fui". Que bom nada! Trabalho de segunda a sexta na frente de um computador numa sala cinza com as mãos geladas de tão forte que é o ar-condicionado. Heresia mesmo é passar um feriado de sol (tentando) assistir a uma comédia romântica água com açúcar num DVD (quebrado) gradiente.
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 08/03/2006
 Leia na coluna Batida Carioca sobre a complexa arte de fazer pedidos em cardápios Uma pitada de música e culinária carioca Açaí, Djavan e metáforas: As idiotices alheias que fazem você se sentir um gênio Desculpem a tentativa, falida, diga-se de passagem, de fazer um título criativo. Depois do filme que conseguiu juntar aspirina e urubu na mesma frase, achei que podia ser genial também. Na música temos um vasto cardápio de mestres em versos pseudo-românticos: "tudo que deus criou foi pensando em você, fez a via Láctea, fez os dinossauros (Te devoro, Djavan)". Eu pergunto: Ter como fonte de inspiração um Tiranossauro Rex faz alguma mulher se sentir sexy? Concordo que "cartas de amor são ridículas e se não fossem ridículas não seriam de amor", mas breguice tem limite. Enfim, não sou compositora, sou jornalista. Meus critérios podem estar equivocados e eu de mau-humor. Afinal, para cada insanidade musical, sempre haverá uma licença poética. (...) leia a crônica completa em: Batica Carioca no site Musiconline
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 08/03/2006
NOVIDADE NA GLOBO.COM! CLIQUE JÁhttp://www.globovox.com.br
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 20/12/2005
"ARQUIVO POLICIAL: BANDIDOS PROFISSIONAIS E AMADORES
Hoje vamos dar uma olhada nos arquivos das delegacias de polícia dos EUA, onde há um farto material considerado como um tesouro por colecionadores de souvenirs de celebridades. São momentos em que elas aparecem sem maquiagem, (como assim? Olha o lápis de olho...) sem a aura que os holofotes produzem.(aura? se se for de freak, joselito! )

mais fichas criminais: http://oglobo.globo.com/online/blogs/passos/QUER FALAR MAL DA CELEBRIDADE MAIS SEM NOÇÃO ? DÊ UM PULINHO NO GVOX, O NOVO FÓRUM DA GLOBO.COM! CONFIRA A COMUNIDADE: Michael Jackson é Joselito! http://globovox.globo.com/forums/show/118.page
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 20/12/2005
fonte: http://blog.i-manuel.be/ Genial!
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 15/12/2005
COLUNA BATIDA CARIOCA ATUALIZADA!
Batida Carioca Funk das antigas: nostalgia e debate Por: Julia Ribeiro - Data: 11/12/2005
O batidão carioca dominou o Brasil ?
Difícil de acreditar, mas esse título aí em cima já foi tema de trabalho de "metodologia de pesquisa" na faculdade, comunidade no Orkut e faz parte de discussões acaloradas em mesas de bar. O funk carioca é assim: as pessoas amam ou odeiam. O ritmo marcou presença na novela das oito, no Tim Festival, nas pistas de dança, nas atrações dominicais da TV...Hoje, o funk "novo" tem como musa a boladona e desbocada Tati Quebra Barraco e se mistura aquele funk "de raiz", o "funk das antigas", lá do início dos anos 90, que beirava a inocência se comparado às letras (quase) pornográficas atuais.
"Na minha época não era assim!". Impossível não falar essa frase, mesmo me achando nova demais para isso. (...)
LEIA MAIS EM: http://www.musicglobe.com.br/noticias_view.php?id=228
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 11/12/2005
DONA JULHA ESTRÉIA NO SITE BOLSA DE MULHER!  Leiam a matéria:
A inevitável listinha de planos: já fez a sua? Dicas práticas para ser mais feliz em 2006
Basta se cadastar no site. É, fácil grátis e rápido! Se for posssível, comentem no final da matéria, ok? http://www.bolsademulher.com
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 11/12/2005
 Coração congelado das esquimós! Quer rir muito? Acesse já:
http://www2.mtv.com.br/mediacenter/m.php?id=5294
A melhor versão de Frozen (Madonna) que você já ouviu na vida!
Escrito por JULIA ALVES RIBEIRO null em 10/11/2005
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